Bolsonarista formada por Olavo assume presidência da CCJ da Câmara – 08/03/2024 – Poder

Eleita para liderar a comissão mais importante da Câmara, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) faz parte da ala mais radical do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela foi aluna do filósofo Olavo de Carvalho, uma figura influente no meio bolsonarista, e teve seu sigilo bancário quebrado por ordem do ministro do STF, Alexandre de […]

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Eleita para liderar a comissão mais importante da Câmara, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) faz parte da ala mais radical do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela foi aluna do filósofo Olavo de Carvalho, uma figura influente no meio bolsonarista, e teve seu sigilo bancário quebrado por ordem do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Caroline foi escolhida na quarta-feira (6), com 49 votos a favor e 9 em branco, para liderar a Comissão de Constituição e Justiça, por onde passam todos os projetos da Casa. Sua nomeação gerou críticas de parlamentares governistas.

Após assumir a presidência do colegiado, Caroline declarou que encara a posição com responsabilidade e que conduzirá o trabalho com transparência, equilíbrio e ouvindo todas as bancadas.

Nascida em Chapecó (SC) e graduada em Direito, Caroline foi eleita para o seu primeiro mandato na Câmara em 2018 e reeleita em 2022, sendo a deputada federal mais votada em seu estado nesta segunda ocasião.

Ativa nas redes sociais, ela se posiciona como defensora da vida, da liberdade, da família, do agronegócio e da segurança pública. Além disso, foi autora de um dos primeiros pedidos de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Aliada de Bolsonaro, Caroline critica Lula (PT) e o governo. Ela assinou o pedido de impeachment do presidente por causa de suas declarações controversas e participou de um ato convocado por Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo.

Membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ela foi parte importante da CPI do MST no ano passado, onde confrontou parlamentares governistas e visitou diversos estados em diligências.

Além de seu envolvimento em temas relacionados ao agronegócio, Caroline apoia pautas tradicionais do bolsonarismo, como a flexibilização do porte de armas e a proibição do aborto.

Recentemente, ela criticou a decisão da França de garantir o direito constitucional ao aborto, classificando-a como “celebração da matança de inocentes”. Na Câmara, Caroline defende um projeto de lei que proíbe o aborto em qualquer circunstância, o Estatuto do Nascituro.

Ela também votou contra um projeto de lei que exigia salários iguais para homens e mulheres com as mesmas funções e já se manifestou contra ministros do STF, se unindo aos parlamentares da oposição que questionam as operações da Polícia Federal contra membros do PL.

Caroline não fez críticas diretas ao STF em seu discurso ao assumir a presidência da CCJ, mas enfatizou o que chama de “ativismo judicial” e a necessidade de uma autocrítica do Poder Legislativo em relação à legislação excessiva.

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Carlos Santana

Carlos Santana

Jornalista chefe

Jornalista e redator chefe do Jornal da Net.

São Paulo, SP.

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