Gilmar Mendes defende participação de civis no Ministério da Defesa após críticas aos militares na política

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou sua discordância em relação à presença de militares no Ministério da Defesa, defendendo que a liderança da pasta deveria ser exercida por civis desde sua criação, há cerca de 24 anos, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Essa declaração vem logo após […]

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou sua discordância em relação à presença de militares no Ministério da Defesa, defendendo que a liderança da pasta deveria ser exercida por civis desde sua criação, há cerca de 24 anos, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Essa declaração vem logo após Mendes ter criticado a indicação de militares da ativa para ocupar cargos no governo e ter defendido que o Congresso debata reformas institucionais para evitar ações precipitadas diante das investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado que levou aos eventos de 8 de janeiro de 2023.

Na concepção inicial do Ministério da Defesa, o objetivo era substituir os antigos ministérios do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O modelo propunha que o ministro da Defesa e os comandantes militares formassem um conselho para tomar decisões relacionadas à defesa e segurança do país, em consonância com o presidente.

No entanto, Mendes ressaltou que essa estrutura deveria ser liderada por civis, e não por militares. Ele enfatizou a importância de reformas simples, como a definição dos cargos que os militares podem ocupar e períodos de quarentena após deixarem a ativa política, para evitar problemas como os enfrentados durante a pandemia de Covid-19.

O ministro também destacou a relevância de os próprios militares promoverem essas reformas para eliminar qualquer constrangimento que possa afetar as Forças Armadas como um todo. Ele manifestou confiança de que os militares envolvidos na investigação sobre a tentativa de golpe de Estado serão punidos após as apurações do STF.

Apesar das turbulências, Gilmar Mendes apontou que a maioria do Alto Comando das Forças Armadas não concordou com tais ações, evitando maiores perturbações.

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Carlos Santana

Carlos Santana

Jornalista chefe

Jornalista e redator chefe do Jornal da Net.

São Paulo, SP.

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