Lula afirma que o Brasil enfrentou um “apagão” nas relações com a Guiana e o mundo após o impeachment

Em sua visita à Guiana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou suas atividades afirmando que o Brasil enfrentou um período de “apagão” nas relações exteriores com o país e com o restante do mundo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. Durante um pronunciamento conjunto com o mandatário guianense, Irfaan Ali, […]

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Em sua visita à Guiana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou suas atividades afirmando que o Brasil enfrentou um período de “apagão” nas relações exteriores com o país e com o restante do mundo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. Durante um pronunciamento conjunto com o mandatário guianense, Irfaan Ali, Lula destacou o caráter produtivo das reuniões realizadas durante a viagem, enfatizando a retomada das relações entre os dois países.

As discussões entre Lula e Ali abordaram a possibilidade de investimentos bilaterais em diversas áreas, reforçando o interesse pela Guiana devido à descoberta de grandes reservas de petróleo, o que pode resultar em desenvolvimento para a população local. O presidente brasileiro ressaltou a importância de restabelecer os laços com os países da Caricom e manifestou interesse em debater temas como infraestrutura, segurança alimentar, transportes, comércio, investimentos, energia e mudanças climáticas.

Além disso, Lula discutiu com o presidente guianense estratégias para integrar a América do Sul por meio de projetos de infraestrutura, visando simplificar a logística do comércio com a China e outros países. O presidente enfatizou a importância da paz na região, destacando a necessidade de evitar conflitos que tragam destruição e sofrimento, em contraste com a prosperidade, educação, geração de empregos e tranquilidade proporcionadas pela paz.

Lula planeja também agradecer ao primeiro ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, por mediar as conversas entre Venezuela e Guiana, visando discutir a disputa territorial na reunião da Celac. Há a possibilidade de um encontro com o líder venezuelano, Nicolas Maduro, para tratar da questão de Essequibo e da situação política na Venezuela, marcada pela exclusão de opositores nas eleições presidenciais.

O presidente brasileiro expressou a esperança de que a reunião da Celac seja produtiva e pacífica, enfatizando a importância de promover a paz na região. Lula não respondeu a perguntas dos jornalistas durante sua visita.

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Carlos Santana

Carlos Santana

Jornalista chefe

Jornalista e redator chefe do Jornal da Net.

São Paulo, SP.

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