Lula assegura isenção fiscal a terrenos de Igrejas no paraíso fiscal – Marcos Augusto Gonçalves – 29/02/2024

Após a aprovação em comissão da Câmara do relatório da PEC que amplia os benefícios fiscais concedidos às instituições religiosas, surge a discussão sobre a proposta apresentada pelo deputado Marcelo Crivella, do partido Republicanos-RJ. Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universal e tem como tio Edir Macedo, líder da mesma igreja, já ocupou cargos […]

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Após a aprovação em comissão da Câmara do relatório da PEC que amplia os benefícios fiscais concedidos às instituições religiosas, surge a discussão sobre a proposta apresentada pelo deputado Marcelo Crivella, do partido Republicanos-RJ. Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universal e tem como tio Edir Macedo, líder da mesma igreja, já ocupou cargos como ministro da Pesca durante o governo de Dilma Rousseff e prefeito do Rio de Janeiro, sendo afastado pela Justiça ao término de seu mandato.

A votação preliminar contou com o apoio da base governista, com o presidente Lula e outros líderes de esquerda defendendo a necessidade de aproximação com os evangélicos, que muitas vezes tendem ao conservadorismo ou à ultradireita. No entanto, há questionamentos sobre a validade de conceder benefícios fiscais abusivos a entidades religiosas, uma vez que o Estado é laico e deve zelar pela correta administração dos recursos públicos.

A proposta da PEC inclui a isenção em vigor para patrimônio, renda e serviços relacionados às atividades essenciais dos templos religiosos, e vai além, eliminando tributações indiretas, como aquelas incidentes na compra de materiais de construção para igrejas.

É importante ressaltar que a criação de igrejas no Brasil tornou-se um negócio lucrativo, muitas vezes envolvendo a busca por lucros e a formação de conglomerados empresariais. A figura do líder religioso milionário, com carros importados e mansões, é conhecida e levanta questionamentos sobre a destinação correta das doações feitas de boa fé pelos fiéis.

Além disso, a intromissão das igrejas na política, principalmente por meio da chamada bancada da Bíblia, com predominância evangélica, levanta preocupações sobre a influência teocrática e a busca por ganhos materiais em detrimento do bem comum.

Portanto, é fundamental manter a separação entre religião e Estado, assegurando que as decisões políticas sejam pautadas em princípios democráticos e republicanos, sem privilegiar interesses particulares em detrimento da sociedade como um todo.

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Carlos Santana

Carlos Santana

Jornalista chefe

Jornalista e redator chefe do Jornal da Net.

São Paulo, SP.

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