Lula propõe moção da Celac pelo “fim imediato do genocídio” em Gaza

Durante a manhã desta sexta-feira (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que fará uma proposta à ONU e aos membros da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para uma moção contra o governo de Israel devido à intensidade da reação contra o Hamas em Gaza, que dura desde outubro do […]

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Durante a manhã desta sexta-feira (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que fará uma proposta à ONU e aos membros da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para uma moção contra o governo de Israel devido à intensidade da reação contra o Hamas em Gaza, que dura desde outubro do ano passado.

Em seu discurso na cerimônia de abertura da cúpula em Kingstown, capital de São Vicente e Granadinas, Lula reiterou sua classificação do conflito como um “genocídio” e criticou o que chamou de “punição coletiva” imposta por Israel aos palestinos.

O presidente brasileiro destacou a tragédia humanitária em Gaza e afirmou que a situação exige um basta à punição coletiva imposta pelo governo de Israel. Ele mencionou os disparos das forças israelenses contra palestinos que buscavam ajuda humanitária, acontecimento que resultou em mais de 100 mortes.

Lula também apontou a indiferença da comunidade internacional diante da intensidade dos ataques israelenses em Gaza e acusou o governo de Israel de promover um genocídio. Ele propôs uma moção da Celac pelo fim imediato desse genocídio, aproveitando a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres.

Além disso, o presidente autorizou uma nota de repúdio emitida pelo Ministério das Relações Exteriores em relação às mortes de civis em Gaza, destacando a ação militar israelense como sem limites éticos ou legais.

Lula participará de diversas reuniões ao longo do dia em São Vicente e Granadinas para discutir a situação em Gaza, incluindo encontros com autoridades de países como Colômbia, Chile e México. Ele também terá uma reunião privada com Guterres, da ONU, buscando posicionar o Brasil como influente na comunidade internacional.

No discurso, o presidente ressaltou a importância da América Latina se unir como voz influente no cenário global e promover a multipolaridade. Ele destacou também a relevância de questões internas do continente, como o fim do bloqueio a Cuba e a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas.

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Carlos Santana

Carlos Santana

Jornalista chefe

Jornalista e redator chefe do Jornal da Net.

São Paulo, SP.

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