União Brasil e PSD se preparam para assumir papel de destaque em 2026

Os partidos do Centrão que compõem a base parlamentar de Luiz Inácio Lula da Silva, União Brasil e PSD, estão se movimentando para fortalecer suas posições em 2026, independente de estarem ou não junto ao governo atual. Enquanto o União Brasil está criando as condições para se distanciar do presidente e seguir seu próprio caminho […]

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Os partidos do Centrão que compõem a base parlamentar de Luiz Inácio Lula da Silva, União Brasil e PSD, estão se movimentando para fortalecer suas posições em 2026, independente de estarem ou não junto ao governo atual. Enquanto o União Brasil está criando as condições para se distanciar do presidente e seguir seu próprio caminho nas eleições presidenciais, além de impulsionar a estratégia para conquistar o controle das duas Casas do Congresso em 2025, o PSD segue em uma trajetória paralela, se preparando para se tornar a principal linha de apoio do petista caso ele busque a reeleição.

Sob nova liderança, o União Brasil destituiu Luciano Bivar para implementar um plano que pode resultar no lançamento da candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência. Com o objetivo de aumentar sua independência em relação ao Planalto, a legenda, que atualmente conta com dois ministros na Esplanada e é liderada por Antônio Rueda, busca obter uma fatia maior dos fundos partidários e eleitorais por meio da possível criação de uma federação com 149 deputados, em colaboração com o PP e o Republicanos.

Por outro lado, o PSD, fundado e liderado por Gilberto Kassab, está investindo de forma significativa na conquista de novas prefeituras e na preparação de candidatos para as presidências da Câmara e do Senado. A corrida para eleger os sucessores dos atuais presidentes das Casas já mobiliza os líderes partidários, que estão costurando alianças estratégicas visando as eleições de 2025. O partido integra o segundo maior bloco em número de votos na Câmara, com 143 membros.

No Senado, a senadora Eliziane Gama reiterou sua intenção de concorrer à sucessão de Rodrigo Pacheco. O PSD, que detém a maior bancada de senadores, precisa primeiro unir seu nome em apoio a Eliziane. A candidatura da senadora busca legitimidade com o apoio de Lula, mostrando alinhamento em diversas frentes. A aliança estratégica entre o PT e o PSD mineiro para as eleições futuras também está sendo consolidada, visando apoiar a reeleição do prefeito de Belo Horizonte este ano e a preparação para a candidatura de Alcolumbre ao governo de Minas Gerais nas próximas eleições.

O PSD, que possui a maior quantidade de prefeituras no país, está utilizando esse ativo político como parte de sua estratégia. O partido comanda 968 prefeituras, incluindo 329 em São Paulo, e está focado em ampliar seu domínio para mais 750 cidades, principalmente no Sudeste. O presidente do partido, Gilberto Kassab, está expandindo sua influência, sem se aliar a Lula ou Bolsonaro, e atuando como linha auxiliar para qualquer governo.

Segundo especialistas, tanto o União Brasil quanto o PSD terão um peso significativo em 2026. O momento atual é crucial para o União Brasil definir sua trajetória, com a possível candidatura de Caiado à Presidência dependendo da formação de uma federação com outros partidos. Já o PSD, sob a liderança de Kassab, está bem posicionado para fortalecer sua influência nas eleições futuras, consolidando seu papel nos destinos políticos do país.

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Carlos Santana

Carlos Santana

Jornalista chefe

Jornalista e redator chefe do Jornal da Net.

São Paulo, SP.

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